domingo, 1 de maio de 2011

Mensagem postada para o Min. Integração e por e-mail para CODECIPE, CBMERJ, CEDEC-AL

Protocolada:
427007001/05/201101/05/2011(Ainda aberto)


Em 21.01.2011 postamos correio para esta entidade, onde manifestamos nossa preocupação com as pessoas que residem em áreas de risco tanto em morros e encostas, como em áreas ribeirinhas ou de potencial inundação. 

O mesmo texto foi enviado a outras instituições encarregadas da proteção e defesa civil, a exemplo do Ministério da Integração Nacional e Secretaria Nacional de Defesa Civil.  No texto também sugerimos algumas ações preventivas e de atendimento em situações de tragédias/calamidades, trata-se de uma contribuição mínima e ao mesmo tempo um alerta pois vemos diversas localidades que continuam a mercê de novas ocorrências. Em Recife recebemos informações de moradores de Nova Descoberta de existência de casas em situação de risco, onde havia acionado-se a Codecir e até dois meses atrás não haviam recebido visitas de técnicos para vistoriar as áreas.

Aproveitando a ocasião e a iminência de chuvas ainda mais forte e de ocorrência de desastres, faço nova sugestão, a de preparar áreas apropriadas nos municípios de maior potencial de risco para acolher um número mínimo de desabrigados durante o período de chuvas até final de agosto, e retirá-los dos locais de risco.  Não espera acontecer para depois alojar como na maioria das situações.

Como estão os moradores das áreas ribeirinhas de Barreiros PE, e dos municípios atingidos em Alagoas.  Em Alagoas o sistema de monitoramento implantado pode ajudar, mas ainda há problemas muito graves como os que ocorreram a poucos dias em São Luiz do Quitunde.

Estivemos no Rio de Janeiro e vimos muitos locais onde ocorreram tragédias como em Teresópolis, onde há pessoas ocupando imóveis em locais muito próximos aos onde ocorreram os sinistros.  E recebemos informações de que alguns moradores instalados em abrigos provisórios já retornaram para imóveis condenados para ocupação, por falta de assistência adequada.  Não vamos permitir que ocorram novas tragédias evitáveis.

Lembremos o que já ocorreu nos últimos anos em SC, RJ, ES, PE e AL dentre outros, e até mesmo este ano.

Abaixo repito o texto postado em 21.01

Transcrevemos a seguir o conteúdo da mensagem que enviamos recentemente a Secretaria Nacional  de Defesa Civil em Brasília - DF e a CODECIPE - Coordenadoria de Defesa Civil de Pernambuco.

Recife, 21 de janeiro de 2010

Estou muito preocupado com os acontecimentos recentes, muitos dos quais previstos e anunciados. Infelizmente é notória a falta de estrutura municipais e adequados sistemas de alertas e monitoramento de áreas de riscos. Conheço as dificuldades que órgãos oficiais enfrentam para desempenhar bem sua tarefa, inclusive já presenciei como voluntário em Barreiros PE em 2010, e quando da coleta, distribuição e doação em áreas afetadas. 
Pensando nisto quero sugerir a criação de um Cadastro Nacional de Voluntários (caso não haja iniciativa deste porte, exceto os dos órgãos assistenciais como Cruz Vermelha).  A finalidade seria dispor de informações sobre pessoas e profissionais, que se dispusessem a atuar em situações de calamidade (e que recebessem alguma orientação mínima, caso não fossem profissional de saúde ou áreas afins, engenharia, segurança, etc.), a intenção era de suprir demandas de pessoal em caso de não poder ser atendida por militares e profissionais de carreira.
Vimos que muitas regiões que são afetadas por enchentes e deslizamentos como RJ, ES, PE e AL, e ciclone extratropical ("furacões") no RS e SC, vendavais em SP, etc., dentre outros estados, apresentam muitos locais atingidos que não foram adequadamente monitorados, ou visitados por técnicos para avaliação e prevenção de riscos. Sei que dada a área geográfica das regiões (extensão, acesso, infra-estrutura básica), é difícil o trabalho e que certamente faltam equipes para tanto.   Mapear e definir áreas é um trabalho macro, mas visitar e ver a especificidades precisa freqüente visitas aos locais o que já torna tudo mais difícil.  Estimular o conhecimento da população sobre os fatores de riscos, e as situações de risco potencial, bem como das formas de prevenção, é uma alternativa de longo prazo, talvez seja necessário um esforço concentrado dos órgãos e dos governos, mas também de equipes técnicas.
Acreditando nisto quero sugerir a implementação de programas de fomento e intercâmbio, que integrem órgãos de defesa civil, representações municipais e estaduais da adm. pública, centros de pesquisas e universidades, no intuito de ampliar as ações de prevenção e planejamento no sentido de minimizar ocorrências de tragédias como as que vimos. Acredito que já estão sendo postas em práticas medidas que não sejam só paliativas, ou emergenciais. Ainda sobre propostas de sugestões, seria interessante se fosse possível criar equipes técnicas multidisciplinares para visitas aos locais, que poderiam ser encabeçadas  por técnicos experientes, mas compostas também por estudantes concluintes de cursos superiores ou de tecnologia (bolsistas), da área de solos/geologia, urbanismo, engenharia civil e arquitetura, gestão do meio ambiente, geografia, e áreas afins, que atuariam dentro do planejamento dos órgãos de defesa civil, mas num
mutirão de prevenção, principalmente em períodos bem definidos como os da chuvas de início de ano.
Podem ser sugestões simples, mas são de boa fé e podem ser trabalhadas de forma a adequá-las as realidades das regiões e das administrações. Desde os primeiros dias do ano, tento apresentar propostas e fomentar ações que ajudem a evitar tais tragédias, é mais que uma preocupação pessoal, peço a Jesus que possa de alguma forma ser ouvido, pois é triste perceber que Ele nos disponibiliza tantas bênçãos, e nós não as aproveitamos adequadamente, já em 04 de janeiro alertávamos para os problemas no Rio e que podem se repetir aqui em PE e AL, em Recife tenho conhecimento de áreas de risco como algumas em Nova Descoberta, cuja a solução paliativa adota foi a colocação de plástico para reduzir o impacto da chuva sobre a encosta e o escoamento superficial com carreamento de material, mas que não dão segurança de fato, e mesmo assim há locais que nem apresentam tal "solução".  Outra grande preocupação que tenho diz respeito as
populações atingidas em 2010 em AL e PE, até bem pouco voltei aos locais e percebi que muitos ainda não foram removidos de áreas de enchentes, e creio que nestes casos mais específicos há necessidade de uma atenção especial pois os riscos de novas inundações são concretos, não tão concretos como novas ocorrências no Rio de Janeiro nas áreas já atingidas e em outras do litoral, mas certamente não são desprezíveis.   
No meu blog http://dilsonmelo.blogspot.com/ tenho feito divulgação de informações e tentado alertar para tais riscos desde o início de janeiro.  QUE DEUS DERRAME SUA GLÓRIA E SUA A LUZ SOBRE TODOS QUE TEM A RESPONSABILIDADE DE PROTEGER A NOSSA POPULAÇÃO, JESUS OS ABENÇOE!       

Vou continuar com a tentativa de evitar mais dores!  Estava com viagem programada para o RJ com a intenção de ajudar como voluntário, infelizmente em função de um acidente vou ter de adiar, mas torço por todos que estão se empenhando para ajudar nosso povo! Deixo-lhes esta mensagem: 

Provérbios 16:1-3

“Cabe ao homem formular projetos em seu coração, mas do Senhor vem a resposta da língua. 
Todos os caminhos parecem puros ao homem, mas o Senhor é quem pesa os corações. 
Confia teus negócios ao Senhor e teus planos terão bom êxito”. 

Hebreus 12:25,

"Vede que não rejeiteis ao que fala; porque se não escaparam aqueles que rejeitaram o que na Terra os advertia, muito menos nós, se nos desviarmos daquele que é dos céus".

Efésios 1:16-17 

“Não cesso de dar graças a Deus por vós, lembrando-me de vós nas minhas orações:
Para que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos dê em seu conhecimento o espírito de sabedoria e de revelação”;

Atenciosamente,

José Dilson C. de  Melo

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