Quando falamos em defender nosso povo, é defender nossa pátria, nossa soberania e nossa liberdade e autodeterminação, com respeito e muita paz, enquanto isso for permitido, sendo importante para rechaçar ameaças e riscos, provocados por
interesses espúrios e
intervenções de tiranos, com falsas motivações e alianças pouco confiáveis como as propostas por
Trump e os
EUA.
‘Para quem não tem arsenal, a principal arma é a diplomacia’, diz ministro da Defesa – Noticias R7 05.01.2026
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| José Múcio - ministro da Defesa - foto R7 |
Mas permita-nos extrapolar um pouco nossas indagações e proposições, e em nossos "delírios patrióticos", fazendo uma análise do cenário e dos últimos eventos geopolíticos, projetando preocupações e pensamentos a partir de tudo que publicamos e dos avisos que estão por se cumprir ou em curso há algum tempo, só para de alguma forma contribuir para o bem comum dos brasileiros, e modestamente "mostrar alternativas" não para quem já se encontra preparado ou à frente das instituições, ou comandando nossas defesas e nossa política externa, nossas relações em meio a tantas dificuldades e desafios que o mundo enfrenta, não para estimular violência e conflitos como ocorre com frequência nestes tempos, mas para estar em condições de evitar o quanto possível, qualquer ataque ou agressão, ou ameaças mesmo de "aliados", com danos maiores do que estando a nação em condições de prontidão e mais segurança, com "todos" apto a sermos resilientes e altivos, ainda que hajam limitações e sejamos a maioria pacíficos.
Esclarecemos que:
Nossas preocupações e simulações, não anulam nossa crença e fé na proteção superior, que reconhecermos e agradecemos, mas que exige de nós comunicar e aconselhar, para quem possa tomar medidas adicionais de cuidado e precaução, visando o bem comum e o bom andamento dos planos e meios de desenvolvimento, adequado ao futuro e a vida do povo brasileiro, que podem exigir mais recursos, mas sobre tudo, com mais foco, racionalidade, criatividade, unidade e disposição.
São parte de nossas ações, inerentes ao que temos por missão, e como dissemos, são esforços para o bem ainda que tratem de assuntos belicosos, que tem afetado muitos povos e nações, e cujo males não queremos que ocorram com o Brasil, e só olhar e não tomar a prevenção devida, não é bom, ainda que vamos propor possa parecer não ser adequado, tecnicamente, ou distante dos projetos oficiais, ou mesmo uma opção pela violência, o que não é.
Blog do José Dilson: Demorou para acontecer! - 05.01.2026
Ataque dos EUA à Venezuela: infográfico mostra linha do tempo | G1 06.01.2025
Lembramos alguma lições recentes, na Ásia tem sido frequentemente usados atos violentos e agressões visando influir ou se apropriar de riquezas de terceiros, petróleo com evidência, e em muitas situações países tem sido destruídos e os povos jogados em convulsões, diante da força e poder de potências agressoras, sejam mundiais ou regionais, não é fácil resistir, mas alguns coesos ou sob governos nacionais fortes, conseguem ainda que sob muito custo e perdas, resistir e manter seu país. O que ocorreu ao
Iraque, depois a
Líbia e
Síria (esta resistiu por longo tempo), também a
Palestina e ao
Líbano (que também resistiu bravamente aos ataques de
Israel), e mesmo Irã, deixam lições, assim como o
bloqueio e ataques americanos a Venezuela, além das ameaças a
Colômbia e
Cuba, e outros, são lições importantes a aprender.
Ponderações sobre riscos e adversários.
Os riscos de ataques pontuais direcionados a cúpula do governo, líderes civis e militares para provocar um caos no comando, enfraquecendo as medidas de segurança proteção que ofereçam resistência aos interesses cada vez mais inescrupulosos e por parte de antigos aliados, que mostram estarem dispostos a usar de violência e matar, para fazer valer seus objetivos egoístas, é essa a principal ameaça imediata, coerção, intimidações, tarifação, chantagens e bloqueios econômicos e financeiros, sanções, apropriações e confiscos ilegais de bens, ou ataques a ativos civis e militares estrategicamente escolhidos por sua importância e concentrarem muitos meios e recursos militares, indústrias de apoio e áreas sensíveis ou de tecnologia e comunicação.
O método de terror dos EUA, será repetido e usado noutros desafetos e locais de interesses, foi sustentado em tecnologia, poder aéreo, aviões, drones, helicópteros e guerra eletrônica mais controle por radares e satélites, sustentado por bases logísticas estratégicas em áreas de influência como Porto Rico, e grande efetivo naval com lançadores de mísseis e porta aviões, além de outros vasos de guerra e força submarina, que para funcionar contou com informações de inteligência e "colaboração" em terra nas áreas alvos, como no sequestro de Maduro, um arsenal e contingente "imbatível", mas que não é garantia de sucesso sem efeitos colaterais, que numa tentativa em solo com invasão não seria possível, como foram os ataques aéreo em alguns pontos, justamente o diferencial dos últimos conflitos envolvendo americanos, com controle situacional e domínio aéreo e naval, associados a colaborações e informações, usadas em dados momentos como jogos políticos, e formas enganosas de despistes, com avanços e recuos ocasionais, e farta publicidade midiática fabricada.
Ainda que sejam grandes potências, China, Rússia, EUA, ou sejam elas regionais, Israel, Índia, Paquistão, estas podem ser contidas ou induzidas a buscarem métodos mais contidos e menos violentos, para resolverem seus problemas e terem seus interesses assegurados dentro de condições menos negativas para outros atores, e alguns exemplos citados, ou como o Paquistão, Japão, Turquia, Finlândia e Noruega, podem sugerir e de alguma forma ser copiados, reduzindo ameaças e dependências de ordem tecnológicas, econômicas, comerciais, financeiras, políticas, e militares ou de proteção, segurança, dentre outras. Os grandes também avaliam custos políticos e econômicos, e sociais em seus países, assim como os riscos de enfrentar resistência maior que esperada ou aceitáveis em suas aventuras militares, ao ponto de dosarem suas ações antes de agirem, ainda que tenham grandes arsenais e armas nucleares.
É preciso no entanto ter consciência destes pontos, e relativa coesão de forças e lideranças de governos civis, de militares, e mesmo das populações, para poder atuar com determinação e unidos, evitando dependências deste ou àquele país, sendo perigosamente aliado a uma só potência, reduzindo as chances de intervenções externas e ocupações com surgimento de pretensos donos de hemisférios, continentes e regiões, sem respeito aos povos e aos seus direitos, sobre suas terras e riquezas ou recursos, sobre suas vidas e existência.
Também é de bom tom entender que trata-se de uma política de Estado, não de governo, alicerçada em intenção da paz, mas urge ter ativos financeiros seguros, ouro, prata, acessíveis e protegidos, além de outros recursos estratégicos aos meios militares e para atender as populações civis, tais como reservas de combustíveis, alimentos, remédios, etc. Não podendo protelar uma urgente reformulação orçamentária adicional no Brasil, para suprir projetos de defesa, mesmo após a recente ampliação com descontingenciamento (retirada do cálculo de teto dos gastos no final de 2025) de valores para os próximos anos, indispensáveis para seguir com recomposição de arsenais urgentes, e medidas adicionais para aquisição de meios bélicos em qualquer parte, desde que comprovadamente eficazes e ao menor custo, disponíveis para imediato uso, considerando alternativas no mercado mundial já testadas em conflitos ou guerras recentes, como as armas turcas, iranianos, italianas, coreanos, dentre outras.
Sendo assim, simulamos alguns cenários e que nos levam a ideias um pouco "malucas", considerando que o Brasil tem projetos militares em curso, alguns acertivos e adequados, mas com tempos e custos elevados, limitações técnicas, recursos ou tecnologias que não dominamos, que precisam seguir a adiante, mas não são suficientes para uma situação urgente e ou possíveis cenários de intimidações, sanções e instabilidades promovidos por um antigo aliado, ou grupo destes, ainda que não exclusivamente.
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Blindados na fronteira com a Venezuela - Foto Google Imagem |
Simulações
I) É importante saber que ameaças podem vir não só dos americanos, e que tensões podem vir de outros, ou por meio de vizinhos, através de alianças entre parceiros, sejam com o Paraguai, Argentina, Chile, Peru, ou países caribenhos que podem servir de apoio e logística necessária, algo que poderia ser usado pelos EUA, muito mais que outro país, mas não exclusivamente, França e Reino Unido tem pontos avançados na América do Sul, mas são aparentemente estáveis, sem contudo poderem ser ignorados.
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| MANSUP míssil naval brasileiro - Google Imagem |
II) Se bases militares são usadas por adversários, ainda que não sejam destes ou fixas, assim como outros ativos estratégicos estão próximos ao nosso país, inclusive por meios navais, entendemos que armas balísticas, incluindo mísseis de curto e médio alcance são indispensáveis, e preferencialmente com tecnologia nacional e claro com domínio da cadeia produtiva, como os mísseis MANSUP, MTC300, em uso ou desenvolvimento, que precisam estar operacionais, sendo adequada a imediata reativação da Avibras para continuidade da produção do sistema Astro 2020, intensificando pesquisa e desenvolvimento de mísseis de médio alcance. A compra de mais estoques de MBDA Meteor consórcio europeu, RBS-70 sueco, Igla-S russo, ou Mistral francês, são relevantes mas a depender dos custos imediatos, alguns podem ser substituídos por outros que não sejam europeus, como os MANPADS, Süngú da Turquia, ou o QW-12 chinês, como reforço a sistemas antiáereos móveis que podem custar à partir de US$ 59 mil a US$ 91 mil a unidade, e podem ser distribuídos para uso em todos os pontos do país, especialmente ao longo das fronteiras, no Norte, Centro Oeste, e Sul, que precisam de apoio logístico e de controle eletrônicos e digitais, de radares e aeronaves, complementando o controle do espaço.
III) Com a possibilidade de ações dos EUA sob ordens de Trump, é preciso identificar ativos importantes, para além de possíveis bases nas proximidades, como as situadas em Honduras em "Lá Palmerola", Base Naval de Guatánamo em Cuba, ou postos avançados em El Salvador, no aeroporto de Comalapa, ou em Curaçao (administração holandesa) no aeroporto de Hato, e em Aruba no aeroporto Reina Beatrix, usadas como bases de apoio para suprimentos, reconhecimento, inteligência e até estacionar caças e bombardeiros na região, e se encontram à uma distância de 1.800 ou de 2000 km das capitais no Norte do Brasil e do Maranhão, da mesma forma que alvos mais significativos, como Porto Rico, cerca de 2.000 a 2.500 km de Rio Branco, ou até de partes da Flórida de Key West até Miami, com distância entorno de 4.000 e 6.000km, possíveis de ser atingidos por alguns mísseis de médio alcance, e em face dos custos altos, podem ser alvos principalmente drones e enxames, mais viáveis e eficazes, que podem desgastar defesas e provocar alguns danos significativos em pontos específicos de concentração de tropas, áreas de logísticas e de presença de navios e bases aéreas, com meios menos onerosos, reduzindo ações arriscadas, e que mesmo não sendo uma seria ameaça a uma potência militar, numa estratégia de defesa pode ajudar a conter ataques aéreos por aviação de caça, ou de frotas por meios navais (exceto submarinos). Apesar dos riscos e ônus em ampliar uma política de defesa, e usando tecnologia de países pouco alinhados, não poder dispor de alternativas de reação, e não poder estender alcance bélico a uma distância segura e capaz de conter agressões, por concentrações de navios de guerras próximas as fronteiras marítimas e rotas comerciais, ou ser incapaz de ameaçar interromper o suporte aos voos militares longos de adversários, é algo ruim, que não se pode ignorar nem dispensar, sendo urgente uma incorporação de mais recursos e estoques de drones de ataques, por exemplo, usando ou não de outros métodos de reduzir distâncias e infiltração possível.
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Só para ilustrar, parte da defesa iraniana contra o poderio de Israel, foi sustentado em mísseis e enxames de drones, causando despesas de 1,35 bilhões de dólares para os israelenses conter ataques noturnos do Irã, e mais de US$ 450 milhões por dia parado para a economia, US$ 900 milhões em danos a refinarias da Bazan, Instituto Wizmann e Hospital Soroka, danos a edifícios de cerca de US$ 600 milhões, com despesas militares, e de US$ 5,6 bilhões no conflito com o Irã.
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| VANT brasileiro Atobá XR - Google Imagem |
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| Drone Shahed-136 Irã - Google Imagem |
IV) Os drones brasileiros estão com pesquisas e produção em expansão, o que é bom, alguns incorporados aos primeiros efetivos de especialistas em nossas forças, como o Nauru 1000C e o Atobá, ou o ATD-150 à jato, e são promissores para múltiplos empregos. Ajudam a nos tornar mais independente e reduzir necessidade de aquisições de outros estrangeiros em uso, como o Hermes 900 (entorno de US$ 10 milhões por unidade), Hermes 450 (sistema por US$ 5 milhões), de Israel, muito caros e com exigências excessivas de manutenção. O que nos chama a atenção é a possibilidade de opções eficientes e mais baratas, especialmente para ataques, como os iranianos Shahed-136, com valores entre US$ 20 mil e US$ 50 mil por unidade para produção contratada, com ogivas de 70kg, alcance médio de 2.500 km e máximo esperado de 4.000km, o que poderia permitir ao Brasil adquirir um grupo de ataque com cerca de 100 unidades, por algo entre US$ 2 milhões ou US$ 5 milhões, algo bem mais acessível e conhecido, ou à versão jato o Shahed-238 entre US$ 900 mil à US$ 1,4 milhões a unidade. Objetivamente os Shahed são possíveis de ser lançados de embarcações e navios, ou de lançadores sobre rodas, caminhões, e podem causar danos sérios e eficazes até 2.500 km ou mais, lançados em enxames conseguem romper defesas, e ser postos em operação em qualquer parte do país, sendo relativamente fáceis de operar, transportar, ocultar e lançar, algo interessante.
V) Uma estratégia de defesa emergencial não pode abrir mão de alguns preceitos indispensáveis, levantar estoques de materiais bélicos, quando necessário postergar desativação de equipamentos, a não ser quando absolutamente necessário e reavaliando custos mas principalmente tempo de reposição dos meios, mas sempre buscando formas de reaproveitamento de peças e itens, e otimização de investimentos e despesas, direcionando o máximo de recursos para prontidão e uso racional, garantindo também contingentes prontos e capazes de usar e manter o material bélico, com melhorias nos serviços dos parques de material bélico. Dados os desafios, não podemos desprezar a possibilidade de realização de acordos comerciais e de cooperação vantajosos, e sem necessariamente implicar em endividamento ou cessão de soberania, mas com trocas ou formas alternativas de colaboração mútua, que até o presente não exclui os americanos (com quem devemos ter cuidados ao confiar), mas em relação a outros "players" ampliar relações que são ainda tímidas, com cautela também, e ajudar "romper gradativamente" com resistências culturais no comando das tropas, especialmente os situados fora dos círculos tradicionais ocidental (OTAN, Israel, etc.), lembrando que o fato de ser "próximo hoje", politicamente, comercialmente, ou militarmente, não quer dizer que, não sejam propensos a serem "ameaças futuras", ou colaborarem com uma.
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| KC-390, Embraer C390 Millenium - Google Imagem |
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| Helibrás H-125 B3e Esquilo - Google Imagem |
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| Gripen F-39 SAAB - Google Imagem |
A possibilidade de produção nacional de um novo caça de treinamento, como foi o AMX, através da Embraer, deve ser estimulada para breve, ou aquisição de um modelo acessível temporário, onde uma alternativa seria o Hongdu L15 Falcon, jato chinês com funções de treinamento e bombardeiro leve, custo entorno de US$ 10 a 15 milhões por unidade (onde 20 destes seriam financeiramente viáveis, são quase o preço de um A-29 Super Tucano), e parecem mais eficientes e seguros que oa Tajas indianos, assim como considerar uma possível utilização de tecnologia de transporte civil recente, claro, com outro enfoque, adaptada para fins militares, e com autonomia maior que 100 km, se possível, como forma redução de custo ao complementar atividades desempenhadas hoje por helicópteros e aviões de uso geral e transporte, a opção seria o EVTOL Embraer (carro voador em testes), que pode ser útil e com custos menores, ou com flexibilidade em situações de menos riscos e destinadas a curtas distâncias.
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| AMX Modernizado - FAB Google Imagem |
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| EMB A-29 Super Tucano - Google Imagem |
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| Embraer EVTOL - Google Imagem |
Prorrogar uso dos AMX e F5 modernizados, tornar operacional o maior número de aeronaves de asas fixas e rotativas, manter efetivos de vigilância aérea eletrônica, acelerar aquisição dos Gripen F-39 e rever ampliação do Embraer KC390, modernizar Tucanos (EMB A-29 Super Tucano) dotando-os de poder de fogo mais atuais, inclusive no combate à drones e similares, garantindo meios e pessoal qualificado necessário, fortalecer bases e estruturas cruciais, centros de lançamento de foguetes como Alcântara e Barreira do Inferno, e instituições de pesquisas e polos de produção de materiais e tecnologia, são ações desejáveis. Bem como ampliar proteção e controle de aeroportos e sistemas de comunicação e radares.
Ampliar aquisição de sistemas de radares móveis, inclusive nacionais, e apressar processos de aquisições de baterias antiaéreas, e controles de espaço aéreo, ampliando também a melhoria das atividades de coletas de dados e processamento de informações cruciais, inclusive de inteligência, bem como adquirir unidades de combate de asas rotativas, privilegiando as nacionais, e as que não imponham contratos de uso limitados e restritivos, ou gerem dependências externas severas, é outra boa medida, mantendo diretrizes de nacionalização e transferência de tecnologia.
VII) Reforçar a presença nas fronteiras e unidades militares em estados onde os riscos sejam maiores, no Norte, Sul e Centro Oste, com atenção maior as "rotas clandestinas", bem como pontos de confluência do Amazonas e áreas costeiros de elevada exposição no Norte, Nordeste e em ilhas oceânicas e arquipélagos, inclusive como Fernando de Noronha, São Pedro e São Paulo, com unidades avançadas de vigilância, comunicação e defesa, também no Sul e Sudeste, em Trindade e Martim Vaz, reativando ou fortalecendo pontos onde há presença da Marinha, ou instalando novos como parte de um sistema de vigilância e proteção antecipada.
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| Fragata Tamandaré F-200 - Google Imagem |
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| S-34 Tikuna Marinha do Brasil - Google Imagem |
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| NAM Atlântico, Marinha do Brasil - Google Imagem |
Efetivar aquisição de meios navais adicionais, e incorporação mais rápidas (respeitando aspectos essenciais) e dos que se encontram em testes avançados, tanto de superfície como os submarinos, sejam as fragatas da Classe Tamandaré (F-200 e F-201, ainda em construção F-202 e F-203), que também merece estudos para ampliação de frota com novas unidades, ou como alternativa a construção de corvetas Classe Barroso pelo AMRJ, sejam os submarinos convencionais Classe Riachuelo (S-40, S-41, S-42 e S-43 alguns a serem comissionados), sendo aconselhável verificar uma nova contratação de construção de mais 2 novos submarinos, ou uma possível retirada de reserva de exemplares da Classe Tupi (S-33, S-31 ou S-32), desativados em 2023 se ainda não desmantelados, até que a força submarina esteja plena com o S-43 e o SNCA Álvaro Alberto (propulsão nuclear), e ainda com o uso dos S-34 Tikuna (Diesel Elétrico) e o S-30 Tupi. É de bom tom uma melhor utilização do NAM Atlântico com ampliação do uso de seu potencial, com mais aeronaves de asas rotativas e um potencial grupo com dezenas de drones de reconhecimento e ataques, seria algo a se avaliar como alternativa a uma força mais ofensiva, a se usar também no futuro no NDM Oiapoque ainda em incorporação. Aliás, mais poder de fogo as forças anfíbias, com mísseis (Igla-S por exemplo), drones (como Shahed-136) e apoio de novos unidades blindadas ou modernizadas, além de mais esquadrões de helicópteros de combate H-125 (B3e), e uma aviação de caça naval mais robusta é essencial,, ainda que não tenhamos um porta aviões neste momento. Alternativas seriam operar em bases fixas como hoje é feito, e inciar construção ou aquisição de outro NAM, um multi propósito que além das aeronaves de asas rotativas e fixas, operem com drones de reconhecimento e ataques, também, e possa distribuir melhor nossa força.
Pesquisas e desenvolvimento de drones navais e embarcações não tripuladas são um caminho, assim como a planejada escola de drones, mas é adequada a fomentação de projetos de defesa cibernética, e de geração de energia com microreatoes nucleares, para além das pretenções de uso no submarino nuclear ou estudos, para uso em instalações militares e de tecnologia, ou em áreas sensíveis que demandam por energia, com autonomia e fontes que garantam operação continua em casos de ataques e extremos, permitam funcionar o necessário, inclusive comunicação, vigilância e meios digitais. Pensar uma tecnologia de minas inteligentes, ou capazes de por meio de sensores (térmicos ou por verificação de assinaturas visuais, inclusive da descarga de gases dos motores na linha d'água), identificar e perseguir alvos com propulsão acionável automaticamente ou remotamente (deslocando-se quase como torpedos), e com cargas explosivas eficazes. Também é adequada a adoção de mais sistemas de contra medidas eletrônicas e antidrones, com certa urgência, em bases e navios distribuídos pelo território nacional, e por toda Amazônia Azul.
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| Sistema Astro 2020 Brasil - Google Imagem |
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| Blindado Guaicurus - Google Imagem |
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| Blindado Centauro II - Google Imagem |
VII) Acentuar o processo de modernização dos recursos belicosos das tropas terrestres, renovação de suprimentos, de meios de armazenamento e estoque de munições, que precisam além de ampliação dos estoques e produção local de munições de vários calibres e características, de de itens de maior aprimoramento, como as chamadas munições inteligentes, ainda que de imediato, necessitem de obtenção ou aquisições externas.
Adquirir mais sistemas MANSPAD e baterias de mísseis, dentre as já mencionadas como o Igla-S, ou misseis de maior potência como os pretendidos MBDA em negociações, alternativamente, os sistemas Astro 2020 e MTC-300 devem ser urgentemente retomados, inclusive com a necessidade de recuperação da Avibras, ou não descartando sua estatização. Munições guiadas e inteligentes, para uso em obuseiros e blindados, e baterias são importantes, além da modernização de blindados, acelerar aquisição do Guaicurus e do Centauro II, é muito urgente, bem como ampliar as medidas de guerra eletrônica e controle de fronteiras, com mais radares móveis, sistemas digitais, comunicação portátil e criptografia de dados e transmissão, ampliando formas de processamento e simulações de estratégias, com pessoal qualificado.
Avançar no programa de implantação de drones com unidades kamikazes, inclusive iranianos, e distribuir a força com mais apoio logístico e sistemas de camuflagem modernas e meios suficientes, sem esquecer da proteção por bunkers e de hangares, ou de depósitos seguros e de menor riscos à ataques aéreos e operações especializadas, com aumento de efetivos e aviação do exército, podendo incorporar aeronaves remotamente controlável e de cargas, junto com uma revisão da segurança de áreas críticas, prédios, setores produtivos sensíveis, de suporte médico e suprimentos, geração e distribuição de energia, e centros de comando ou de presença de autoridades chaves, reforçando segurança destas. O que exige não só reforço, mas apoio e treinamento de pessoal, bem como meios de mobilidade, mais uma vez um Embraer EVTOL modificado para versão militar e com uma possível maior autonomia, pode ser uma das ferramentas úteis para algumas situações.
Manter e acelerar resultados de programas de modernização em curso é importante, ampliar relações multilaterais, inclusive com laços militares no âmbito do BRICS com intercâmbio entre as Forças, assim como o planejamento de emergências e a manutenção da ordem e disciplina junto as tropas, e a obediência aos preceitos democráticos e a Constituição, aos princípios profissionais e objetivos dos que exercem atividades previstas para a Defesa, alguns dos quais previstos em acordo com o Livro Branco da Defesa Nacional (LBDN) do Brasil, são ações fundamentais e oportunas, para o sucesso e na direção da paz.
Conclusões
Além do que foi dito aqui sobre os acontecimentos em curso, considerando "fatos conhecido",, consequências imediatas, preocupações e riscos, que estão de alguma forma relacionados aos ataques dos EUA à Venezuela, e que a princípio pode parecer uma grande vitória de Trump, pode não ser exatamente assim, seja na forma ou como alardeado, por razões obvias. Nicolás Maduro está preso e é um troféu, mas a exploração dos supostos resultados são limitados, e podem se distanciar do que foi planejado, mesmo as alegações e motivos já não são tão confiáveis, e ver-se que Maduro não é o mais importante, até o fato de não ser talvez o líder de um cartel como o Trump afirmou, não é tão surpreendente, mas o que tem significado real, é o fato de ter ocorrido o sequestro de um presidente em exercício num país "soberano e independente", a princípio, ferindo o direito internacional e fora do previsto na Carta da ONU. Mais ainda, os eventos não representam uma queda do regime chavista, com continuidade do governo e suas lideranças, e com demonstração de adesão popular de parcela considerável dos venezuelanos, mostrando forte percepção social do que representa o ataque dos EUA, enquanto ameaça aos seus direitos, interesses e a própria soberania popular sobre suas riquezas, seu país, e nas escolhas dos rumos e futuros para si, o que se manifesta como uma derrota parcial e estridente aos planos de Trump, que apesar de tudo, sabe o quanto será difícil "ter o controle" de um país em uma situação de intervenção ou conflitos internos e externos abertos, ainda que para a operação de sequestro possa ter contado com omissões, colaboração, ou falhas de pessoas e lideranças das instituições e forças de segurança da Venezuela, ou com as consequências imediatas de mortes e destruição "inesperadas" e violentas, como as que ocorreram com vítimas civis e militares.
A lição tirada, é a capacidade da Venezuela, de seu povo não se esfarelar politicamente, e enquanto sociedade, de se manter firme em prol de valores e ideais que se mostram enraizados e dão sentido de nação, independente de líderes e ameaças de tiranos, ou da temporalidade de alguém no poder.
A lição para ao mundo e "aliados", mais uma vez, é de não ser possível confiar e depositar plenamente os cuidados quanto ao destino de um povo e nação, nas mãos de terceiros, mesmo em parte s por "melhores" ou mais "potentes" que sejam. Transferir as responsabilidades sobre seus recursos e riquezas maiores, sua soberania e independência, seu futuro e autodeterminação, para um ou para outros, significativamente, não é boa opção, e pode representar dores, incertezas e perdas irresponsáveis, ou mesmo uma possível não existência enquanto povo livre e altivo. Não se pode abrir mão da escolha correta e exclusiva, de seu próprio destino e dos que juntos fazem a nação!
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